Rafael Carvalho UrologistaAgendar consulta

DIAGNÓSTICO DE PRECISÃO

Biópsia de próstata transperineal com fusão de imagens

Uma técnica contemporânea que combina ressonância multiparamétrica e ultrassom para orientar amostras da próstata pelo períneo.

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Como funciona a fusão?

As áreas suspeitas identificadas na ressonância são sobrepostas às imagens do ultrassom em tempo real. Isso orienta amostras direcionadas e pode ser combinado à amostragem sistemática.

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Por que a via transperineal?

O acesso ocorre pela pele entre o escroto e o ânus, sem passagem da agulha pelo reto. O planejamento considera exames, uso de medicamentos e condições clínicas.

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Para quem pode ser indicada?

A indicação é individual e pode ser considerada diante de alterações do PSA, toque retal, ressonância suspeita ou necessidade de repetir uma investigação anterior.

VÍDEOS EDUCATIVOS

Entenda melhor a biópsia transperineal

Assista aos conteúdos publicados no Instagram e conheça os principais pontos do procedimento, suas indicações e o papel da fusão de imagens.

Como interpretar o laudo da biópsia de próstata

O laudo informa se há células malignas, descreve o escore de Gleason e mostra quanto tumor foi encontrado nos fragmentos. Esses dados ajudam a estimar a agressividade e o volume da doença e orientam a escolha do tratamento.

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Você sabia que nem todo laudo de biópsia é igual e que existem informações importantes para definir a conduta de cada caso? A biópsia precisa ser bem executada, pois as informações obtidas ajudam a compreender se a doença está mais ou menos avançada. A primeira avaliação é a presença ou ausência de células malignas, que indica se o paciente tem ou não câncer. Depois, avaliamos o escore de Gleason da amostra, que ajuda a estimar a agressividade da doença — desde tumores de menor risco até tumores de alto risco. Por último, analisamos a extensão da doença nos fragmentos coletados para compreender se ela apresenta baixo ou alto volume. Essas informações podem impactar diretamente o tratamento. Por isso, escolha cuidadosamente o local onde realizará a biópsia, buscando um resultado confiável e compatível com o quadro clínico, que permita definir o tratamento mais adequado para o seu caso.

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Como é feita a biópsia transperineal da próstata?

A biópsia transperineal utiliza o ultrassom para visualizar a próstata e orientar, em tempo real, a coleta dos fragmentos. O procedimento requer uma sonda específica e software próprio para reconstrução e orientação das imagens.

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Você sabe como é feita a biópsia transperineal? A biópsia transperineal é realizada com um aparelho de ultrassom. O ultrassom possui diversas possibilidades de uso, tanto em exames diagnósticos — como ultrassonografia do abdômen e da próstata — quanto para orientar uma biópsia. Nós utilizamos o aparelho de ultrassom como guia: visualizamos a próstata e, dessa forma, conseguimos acompanhar em tempo real a coleta dos fragmentos. O equipamento precisa atender a algumas especificações. A biópsia transperineal utiliza uma sonda própria para esse tipo de exame, por isso o procedimento não está disponível em todos os aparelhos de ultrassom. Essa sonda também requer um software especial para reconstrução e orientação das imagens, proporcionando maior precisão durante o procedimento.

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Biópsia transperineal: sedação, recuperação e possíveis sangramentos

Entenda como costuma funcionar a biópsia transperineal em ambiente ambulatorial, o acompanhamento anestésico, a recuperação no mesmo dia e a possibilidade de pequenos sangramentos temporários na urina ou no sêmen. O preparo e a alta são individualizados pela equipe médica.

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Como explico o exame de biópsia de próstata ao meu paciente? A biópsia de próstata é um procedimento seguro. Atualmente, também realizamos o exame em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação. O paciente é submetido à sedação, dorme durante o procedimento e acorda após sua realização, sem sentir dor ou desconforto. Depois de se recuperar da sedação, pode ir para casa no mesmo dia. Antes do procedimento, é necessário seguir o jejum indicado para a sedação, e o médico anestesista acompanha o paciente durante todo o exame. A biópsia pode ocasionar um pequeno sangramento na urina e no esperma porque esses canais passam pelo interior da próstata, permitindo que o sangue seja eliminado por essas vias. O sangramento na urina costuma durar, em média, de três a cinco dias. No esperma, pode persistir por mais tempo porque o sangue pode permanecer armazenado nas vesículas seminais. A via transperineal apresenta baixa taxa de complicações e de infecção quando o procedimento é corretamente indicado, preparado e realizado.

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Biópsia transperineal ou transretal: o que mostram as evidências?

Os estudos TRANSLATE e PREVENT compararam as vias transperineal e transretal. Os resultados favorecem a via transperineal na detecção de câncer clinicamente significativo e mostram menor risco de infecção, razão pela qual diretrizes europeias recomendam preferencialmente essa abordagem.

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Você sabe qual tipo de biópsia é mais recomendado? Em março de 2025, foi publicado o estudo TRANSLATE, realizado no Reino Unido, que comparou a biópsia transperineal com a biópsia transretal. O estudo mostrou que a biópsia transperineal foi superior à transretal na detecção de câncer de próstata clinicamente significativo. Além disso, desde 2021, a Associação Europeia de Urologia recomenda preferencialmente a realização da biópsia pela via transperineal, devido ao menor risco de complicações infecciosas. O estudo PREVENT, publicado em 2024, também mostrou menor taxa de infecções com a biópsia transperineal sem antibiótico profilático, em comparação com a biópsia transretal realizada com antibiótico direcionado por cultura de swab retal. Dessa forma, as evidências científicas atuais indicam que a biópsia transperineal pode oferecer maior detecção de câncer clinicamente significativo e menor risco de complicações infecciosas.

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Os vídeos estão incorporados nesta página para oferecer reprodução estável e foram originalmente publicados no perfil oficial @rafaelcarvalhourologista.

DÚVIDAS FREQUENTES

A fusão substitui a avaliação sistemática?+

Nem sempre. O plano de amostragem é definido conforme o caso e pode combinar alvos da ressonância com regiões sistemáticas.

Preciso suspender medicamentos?+

Nunca suspenda por conta própria. Anticoagulantes e outros medicamentos devem ser discutidos com a equipe responsável.

Informação é o primeiro passo para uma decisão segura.

Agendamentos presenciais ou avaliação on-line, quando adequada ao caso.

WhatsApp: (98) 98832-2355 →